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Os horários nobres das redes sociais

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Um estudo está desvendando quais são os horários nobres das diferentes redes sociais. O nome do estudo é “Horários Nobres nas Redes Sociais” e foi realizado pela consultoria de gestão de redes sociais Sprinklr.

De acordo com matéria publicada na EXAME, para a realização do estudo, foram usadas 160 milhões de menções e interações nas redes sociais durante 2015. A análise recaiu sobre as três mais usadas do Brasil: Facebook, Instagram e Twitter. Os dados extraídos pela Sprinklr mostram que cada uma delas tem suas peculiaridades (seja por horário ou por tipo de conteúdo que é compartilhado).

A seguir, você pode ver quais são os horários nobres de cada uma das redes sociais. Todas as informações foram fornecidas a EXAME.com pela Sprinklr.

Facebook

O Facebook conta com um equilíbrio entre o número de interações em dias úteis. De acordo com a Sprinklr, o pico de engajamento é entre 11h e 14h de dias úteis. Três dias têm um pequeno aumento no movimento e uso de usuários: terça-feira, quarta-feira e quinta-feira.

A Sprinklr ainda selecionou os assuntos que mais geram interações na rede social de Mark Zuckerberg. As três primeiras colocações ficam com finanças (31%), e-commerce (28%) e varejo (21%).

Instagram

De acordo com o estudo, o Instagram também não tem tantos picos a depender do dia. “O número de publicações não sofre grandes alterações entre os dias úteis”, explica a Sprinklr. O Instagram tem duas faixas de horário nobre: a primeira entre 11h e 14h e outra entre 18h e 22h. As noites de quarta e quinta-feira também são movimentadas, com picos de interação entre 20h e 21h.

Com uso bastante forte para divulgação de produtos e serviços, os setores que mais têm publicações são e-commerce (33%), varejo (32%) e beleza e higiene (13%).

De acordo com a Sprinklr, o Instagram é a única entre as três redes sociais que não apresenta redução de interações durante os finais de semana.

Twitter

O Twitter tem dias bem marcadas para seu horário nobre, ao contrário das outras redes. Quartas e quintas-feiras são os dias mais movimentados por lá. A faixa de horário é das 18h às 22h.

A Sprinklr afirma que identificou também outro pico: quartas e terças-feiras das 21h às 00h. Nesse caso, o Twitter é usado para comentar futebol e reality show. O interessante é observar que o smartphone é usado aqui como segunda tela para interagir com o que está passando na televisão.

O caráter de tempo real do Twitter conta bastante para interações rápidas e que fazem sentido somente dentro de um contexto específico.

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Exclusão digital prejudica avanço de tecnologias no campo

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O avanço da produtividade depende de tecnologia. Ainda existe exclusão digital no campo, mas o fenômeno ocorre de uma forma diferente da popularmente conhecida.
“Não envolve mais ter ou não celular. Agora a questão é qual o tamanho da cobertura de rede no agro”, afirmou Amaral nesta quarta-feira (23/6), na cidade de São Paulo, em um debate promovido pelo Google e pela AgroTools, empresa que desenvolve tecnologias para a produção agropecuária.

Conforme publicado no Globo Rural, o debate sobre as novas tendências no campo também envolveu especialistas de outros segmentos direta ou indiretamente ligados ao setor agropecuário. Além de tecnologia, estavam representantes do setor financeiro, ambientalistas e indústrias de alimentos.

Durante seu pronunciamento, o executivo analisou que esta “nova” exclusão digital é um dos fatores que impedem que algumas tecnologias avancem por mais hectares no Brasil. Caso da coleta de dados via satélite, vista como uma ferramenta de informação para ajudar o agricultor na tomada de decisões.

“Chegamos a uma etapa onde o aparelho celular está mais acessível. Contudo, sem acesso a conectividade, ele perde seu potencial como smartphone”, lamentou o executivo do banco holandês especializado no setor rural.

De acordo com Luiz Amaral, o avanço de produtividade no campo depende do maior acesso à tecnologia da informação, principalmente quando se fala de agricultura de precisão.

“O mundo vive o desafio de aumentar a produção para alimentar 9 bilhões de pessoas até 2050. O crescimento da produtividade é cada vez mais lento e só conseguiremos atingir a meta se investirmos em tecnologia da informação”, diz.

Segundo especialistas, além de permitir ao agricultor o uso de novas tecnologias online, a cobertura digital ajuda a melhorar a gestão do negócio e reduzir custos, já que possibilita administrar fazenda à distância.

A tendência se mostra irreversível. De acordo com um estudo feito pelo Boston Consulting Group, apresentado durante o encontro, até 2030, agricultura de precisão e automação irão liderar as tendências mundiais de inovação no agronegócio.

E, sendo um dos maiores produtores do mundo, com maior capacidade de transmissão de dados, o Brasil pode assumir a liderança no agronegócio digital no mundo. “Eficiência é impossível sem conectividade, seja na gestão de transporte, no consumo ou na lavoura”, defendeu o CEO da Agrotools, Fernando Martins, que já passou por referências na área tecnológica, como a indústria de processadores Intel.

 

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Pierre Lévy: a revolução digital só está no começo

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“É absurdo imaginar que um instrumento que aumenta os poderes da linguagem em geral pudesse favorecer somente a verdade, o bem e o belo. É preciso sempre perguntar: verdadeiro para quem? Belo para quem? Bem para quem? O verdadeiro vem do diálogo aberto aos diversos pontos de vista. Direi até mais do que isso: se tentássemos transformar a internet numa máquina de produzir somente a verdade, o belo e o bem, só chegaríamos a um projeto totalitário, de resto, sempre fadado ao fracasso.”

Em entrevista, o filósofo da informação Pierre Lévy faz um balanço de pouco mais de três décadas de web, a teia global, o hipertexto, a navegação na rede ao alcance de todos.

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O desenvolvimento da internet levou mais tempo do que normalmente se imagina. Com o surgimento da web, há aproximadamente 30 anos, porém, aconteceu uma explosão. Pode-se dizer que o mundo, de fato, entrou numa nova era? Há muito ainda para surgir ou esse ciclo, com tudo o que ele comporta, já bateu no teto?
Pierre Lévy:
De qualquer maneira, a internet se expandiu mais rapidamente do que qualquer outro sistema de comunicação na história. No começo dos anos 1990, havia 1% da população mundial conectada. Uma geração depois, já eram 40%. Avançamos rapidamente para 50% e mais… Estamos apenas no começo da revolução do meio do algoritmo. Nas próximas décadas, acompanharemos várias mutações. A computação ubíqua, que já faz parte da nossa paisagem, vai se generalizar fazendo com que a maioria esteja permanentemente conectada. O acesso à análise de grandes quantidades de dados, hoje nas mãos de governos e de grandes empresas, vai se democratizar. Teremos cada vez mais imagens de nosso funcionamento coletivo em tempo real. A educação vai se focar na formação crítica e no tratamento coletivo de dados. A esfera pública será internacional e se organizará por nuvens semânticas nas redes sociais. Os países passarão da forma “Estado-nação” para constelações de Estado, com um território soberano e uma zona desterritorializada na infosfera de conexão total. As criptomoedas, moedas digitais criptografadas, vão se disseminar.

Fala-se muito em internet dos objetos e em internet total. São verdadeiras mutações ou apenas acelerações?
Pierre Lévy:
A internet pode ser analisada em dois aspectos conceitualmente distintos, mas praticamente interdependentes e inseparáveis. Por um lado, a infosfera, os dados, os algoritmos, imateriais e ubíquos. São as nuvens. Por outro lado, os receptores, os gadgets, os smartphones, os dispositivos móveis de todos os tipos, os computadores, os data-centers, os robôs, tudo aquilo que é inevitavelmente físico e localizado: os objetos. As nuvens não podem funcionar sem os objetos. Os objetos não podem funcionar sem as nuvens. A internet é a interação constante do localizado e do desterritorializado, a interação dos objetos e das nuvens. Tudo isso pode logicamente ser deduzido da automatização da manipulação do simbólico por meio de sistemas eletrônicos. Sentiremos cada vez mais, de agora em diante, as consequência disso tudo em nossas vidas cotidianas.

Depois de 30 anos de grandes novidades – da web, o famoso www ou a teia – até as redes sociais com seus milhões de adeptos, qual pode ser a grande mutação dos próximos tempos?
Pierre Lévy:
Depois do surgimento da web, na metade dos anos 1990, não houve grande mutação técnica, somente uma profusão de pequenas evoluções e progressos. No plano sociopolítico, o grande salto me parece ser a passagem de uma esfera pública dominada pelos jornais, pelo rádio e pela televisão para uma esfera pública centrada nas “wikis”, nos blogs, nas redes sociais e nos sistemas de moderação de conteúdos onde todo mundo pode se exprimir. Isso significa o começo do fim do monopólio intelectual dos jornalistas, dos editores, dos políticos e dos professores. Um novo equilíbrio ainda não foi alcançado, mas o velho sistema dominante está em franca erosão.

O senhor fala faz muito tempo em inteligência coletiva e em coletivos inteligentes. Vê-se, entretanto, que as redes sociais podem ser utilizadas para o bem e para o mal, por exemplo, para disseminar ideias radicais e extremistas. Pode-se falar de uma inteligência coletiva do mal e da internet como um instrumento também a serviço da estupidez e da barbárie universais?
Pierre Lévy:
Falo em inteligência coletiva para enfatizar e estimular o aumento das capacidades cognitivas em geral, sem fazer juízo de valor. Refiro-me ao aumento da memória coletiva, ao crescimento das possibilidades de gestão e de criação de redes e das oportunidades de aprendizagem em sistemas de cooperação, com acesso universal a informações e dados. Acredito que esse aspecto é inegável e que todos os atores intelectuais e sociais responsáveis deveriam utilizar essas novas possibilidades na educação, na gestão do conhecimento, nas empresas e nas deliberações políticas democráticas. É preciso inserir a internet na longa série que passa pela invenção da escrita e do impresso. Trata-se de um considerável ganho na capacidade humana de tratamento das operações simbólicas. O núcleo dessa capacidade, contudo, é a linguagem, que existe desde sempre e não depende de qualquer tecnologia em particular.

Graças à linguagem existem a arte, a cultura, a religião, os valores e a complexidade das instituições econômicas, sociais e políticas. Mas falar de linguagem significa também falar em mentira e manipulação. Falar em valores significa falar em bem e mal, belo e feio. É absurdo imaginar que um instrumento que aumenta os poderes da linguagem em geral pudesse favorecer somente a verdade, o bem e o belo. É preciso sempre perguntar: verdadeiro para quem? Belo para quem? Bem para quem? O verdadeiro vem do diálogo aberto aos diversos pontos de vista. Direi até mais do que isso: se tentássemos transformar a internet numa máquina de produzir somente a verdade, o belo e o bem, só chegaríamos a um projeto totalitário, de resto, sempre fadado ao fracasso.

Nas redes sociais, a violência verbal é enorme. As pessoas insultam-se, ofendem-se e dividem-se, cada vez mais, em direita e esquerda, bons e maus, os meus e os teus. Há jornalistas que fecham os seus blogs aos comentários de leitores saturados de posts racistas e de ameaças de todos os tipos. Essa é ainda uma etapa de aprendizagem dos recursos de interação disponíveis?
Pierre Lévy:
Se alguém me insulta ou me envia coisas chocantes no twitter ou num blog, eu bloqueio e ponto final. Certo é que nunca teremos uma humanidade perfeita. Em contrapartida, o usuário da internet não é um intelectual menor de idade. Ele tem em mãos um grande poder, mas tem também grandes responsabilidades a cumprir. O problema, sobretudo para os professores, consiste em educar esses utilizadores da internet. É preciso ensinar a estabelecer prioridades, a atrair a atenção, a fazer uma escolha justa e uma análise crítica das fontes às quais nos conectamos. Temos de prestar atenção na cultura daqueles com quem nos conectamos e precisamos aprender a identificar as narrativas feitas e as suas contradições. Essa é a nova “digital literacy” (alfabetização digital): tornar-se responsável.

Uma das questões mais discutidas da internet diz respeito aos direitos de autor e a gratuidade dos conteúdos na rede. Os internautas tendem a exigir que tudo seja gratuito. Mas a informação tem um custo. Que vai pagar? Os jornais, cada vez mais, fecham os seus sites deixando apenas uma parte do que produzem disponível a todos. O tempo de pegar para consumir conteúdos chegou?
Pierre Lévy:
Não é impossível fazer com que os usuários da internet paguem por bons serviços. Além disso, a publicidade e a venda de conteúdos produzidos por utilizadores a empresas de marketing constituem hoje as principais maneiras de “monetizar” os serviços na rede. O direito autoral está claramente em crise no que diz respeito à música e, cada vez mais, para os filmes. Faço questão de destacar os campos da pesquisa e do ensino nos quais os editores aparecem como os principais freios ao compartilhamento de conhecimentos. A remuneração da criação na era dos meios algorítmicos é um problema complexo para o qual eu não tenho resposta simples e válidas em todos os casos.

O senhor tem falado também em democracia virtual. Já é possível falar em avanço rumo a uma nova era democrática?
Pierre Lévy:
Sim, na medida em que é possível ter acesso a fontes de informação muito mais diversificadas que no passado e na medida também em que todos podem se exprimir para um vasto público. Enfim, porque é muito mais fácil para os cidadãos colocarem-se em contato com vistas à organização, à deliberação, à discussão e à ação. Essa “democracia virtual” pode ter uma base local, como em certos projetos de “cidades inteligentes”, mas há também uma desterritorialização ou uma internacionalização da esfera pública. É possível, por exemplo, acompanhar, em tempo real, a vida política de inúmeros países e de seguir pontos de vista de pessoas, sobre assuntos que nos interessem, no planeta inteiro. Não podemos esquecer as campanhas políticas que utilizam as tecnologias de análise de dados e dos perfis de marketing, assim como o monitoramento, ou até a manipulação, da opinião pública mundial nas redes sociais pelas agências de inteligência e de informação (de todos os países).

A internet já mudou a nossa maneira de pensar, de ler e de organizar a nossa construção mental do saber?
Pierre Lévy:
Isso é inegável. O acesso imediato a dicionários, enciclopédias, entre as quais a Wikipédia, livros (gratuitos ou pagos), vídeos educativos e outros dispositivos colocou à disposição de todos o equivalente a imensas bibliotecas. Além disso, podemos ser assinantes de incontáveis sites especializados e contatar redes de pessoas interessadas nos mesmos assuntos para construir saberes de modo colaborativo. O desenvolvimento de novos tipos de rede de colaboração na pesquisa ou na educação (os famosos MOOC – Curso Online Aberto e Massivo, “Massive Open Online Course”) são a prova clara e definitiva disso que estou sustentando nesta resposta.

Tem uma canção brasileira famosa que diz, “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”. Depois da internet, somos os mesmos e vivemos como nossos pais ou nos separamos deles?
Pierre Lévy:
Continuamos seres humanos encarnados e mortais, felizes e infelizes. A condição humana fundamental não muda. O que muda é a nossa cultura material e intelectual. O nosso potencial de comunicação multiplicou-se e distribuiu-se no conjunto da sociedade. A percepção do mundo que nos cerca aumentou e tornou-se mais precisa. A nossa memória cresceu. A nossa capacidade de análise de situações complexas a partir de massas de dados vão, em breve, transformar a nossa relação com o meio ambiente biológico e social. Graças à quantidade de dados disponíveis e ao crescimento de nosso poder de cálculo, vamos provavelmente experimentar no século XXI uma revolução das ciências humanas comparável à revolução da ciências naturais no século XVII. Nós somos sempre os mesmos, mas mudamos.

Via Correio do Povo, por Juremir Machado.

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Disrupção digital matará 40% das empresas do mundo. A sua será uma delas?

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Estudo patrocinado pela Cisco mostra que apenas 25% das companhias estão tomando medidas proativas para lidar com o cenário

A disrupção digital desencadeará um rearranjo intenso no mundo dos negócios nos próximos cinco anos. Segundo um estudo da Cisco, o conceito derrubará nada menos que 40% das empresas tradicionais nesse período. Essas organizações serão impactadas por não conseguirem remodelar seus modelos de maneira rápida suficiente para acompanhar as transformações de mercado.

De acordo com o levantamento, que pesquisou 12 setores, quase metade (45%) das companhias não acredita que o tema mereça a atenção nas discussões entre os níveis mais altos da empresa.

A maioria dos executivos entrevistados vê a digitalização como um fator positivo para as empresas e a sociedade. De fato, 75% dos pesquisados acreditam que a disrupção digital é uma forma de progresso, 72% disseram que amplia o valor para os clientes e 66% sentem que habilita os indivíduos.

Ao mesmo tempo, 43% não reconhecem o risco das tecnologias disruptivas ou não abordaram o assunto suficientemente. Apenas 25% descrevem a sua abordagem para a questão como proativa.

Entre o setores destacados no relatório, produtos e serviços tecnológicos têm o maior potencial de ruptura ao longo dos próximos cinco anos. No entanto, o estudo também mostra que indústrias com foco decisivo em dados de mercado, em geral, encabeçam a lista de negócios com potencial para serem afetados por essa disrupção, incluindo os setores de Mídia e Entretenimento, Telecomunicações, Serviços Financeiros e Varejo.

Essa ruptura está sendo impulsionada pela consolidação das startups, concorrentes digitais proativos e, cada vez mais, a fusão de indústrias com a digitalização liberta as empresas a expandir o seu valor em novos mercados.

A transformação não está apenas mudando modelos de negócios, mas influenciando cadeias de valores e fragilizando barreiras entre indústrias. Os disruptores mais bem-sucedidos empregam o que o estudo chama de “perturbação disruptiva”, na qual várias fontes de valor – custo, experiência e plataforma – se fundem para criar novos modelos de negócios e ganhos exponenciais.

Em média, os executivos revelaram que esperam mudanças substanciais devido à disrupção digital, incluindo oscilações na participação de mercado dentro de cinco anos. No entanto, a pesquisa indica que quase um terço das empresas está adotando uma abordagem de “esperar para ver”, na esperança de ter tempo para seguir o exemplo de concorrentes mais bem-sucedidos.

O estudo investigou a situação da disrupção digital e as perspectivas para as empresas através de um levantamento com 941 líderes empresariais em 12 indústrias e 13 países, incluindo Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, México, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos.

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Os desafios do mercado de mídia digital fora do eixo Rio-São Paulo

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São Paulo e Rio de Janeiro movimentam grande parte da economia do País. Quando o assunto é mídia também ocupam uma posição relevante e são os maiores centros de investimentos. Por outro lado, o setor no mercado regional apresenta desenvolvimento. Com menor participação e particularidades de cada região, há muito espaço para explorar e expandir em cidades que estão fora do eixo Rio-São Paulo.

Com uma gama incrível de possibilidades de negócios, o maior desafio das empresas de mídia on-line é conquistar uma parcela representativa de participação fora do eixo Rio – São Paulo e tornar os negócios regionais tão expressivos quanto são nessas regiões-focos.

Em geral, o setor apresenta números relevantes de investimentos e negócios. De acordo com dados divulgados pelo Interactive Advertising Bureau (IAB) no início deste ano, a mídia digital segue em ritmo de expansão com uma projeção de 14% para este ano e investimento de R$ 9,5 bilhões.

Mesmo com o cenário favorável, o setor no mercado nacional ainda é considerado novo e está em fase de ampliação e consolidação. Atualmente, muitas pessoas ainda não reconhecem a mídia on-line como um grande comércio de comunicação, que também pode atuar com campanhas de publicidade e oferecer serviços tão efetivos quanto o off-line.

É possível perceber que algumas regiões ainda não estão estabilizadas neste setor e outras já alcançam o nível de serviços encontrados em São Paulo e no Rio de Janeiro. Brasília, por exemplo, oferece a mídia on-line completa e está no mesmo patamar que São Paulo em se tratando de profissionais, planejamento e investimento.

Por outro lado, o Sul apresenta um nicho bem específico, mas que oferece grandes oportunidades às empresas que buscam negócios em regiões fora do eixo Rio-SP. O esperado é que esse mercado se desenvolva bastante nos próximos dois ou três anos. Para isso, a região deve contar com uma atuação mais intensa dos veículos de mídia digital e ser tão bem trabalhada como acontece em São Paulo e no Rio de Janeiro.

A falta de investimento do próprio mercado e de veículos de comunicação para impulsionar a atividade é um dos pontos-chaves que limitam a consolidação nessas regiões. Hoje o mercado regional deve ser considerado uma boa oportunidade e ser trabalhado com a mesma importância de São Paulo e Rio de Janeiro. Há possibilidades incríveis e particularidades a serem descobertas por empresas que atuam com mídia on-line. O mais importante é ativar constantemente o mercado e torná-lo atrativo para investimentos nas regiões do país que ainda são pouco exploradas.

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Estudo mostra uso da internet pelos brasileiros em 2015

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A Nielsen Ibope realizou um estudo para traçar um panorama sobre o uso da internet pelos brasileiros no primeiro trimestre de 2015.

As pesquisas apontaram que o número de pessoas que usam o smartphone para ter acesso à internet continuou em crescimento no Brasil e chegou a 72,4 milhões no segundo trimestre de 2015. O aumento foi de 4%, ou cerca de 4 milhões de pessoas a mais em relação aos 68,4 milhões do primeiro trimestre.

Houve uma diminuição no ritmo de crescimento na comparação com o quarto trimestre de 2014, quando o número de pessoas com smartphones online era de 58,6 milhões, sobretudo entre os jovens.

Total de pessoas que usam smartphone com internet, segundo as faixas etárias

O aumento do uso do smartphone como meio de acesso à internet também vem sendo maior entre as mulheres. Elas eram 50% dos usuários de smartphones no quarto trimestre de 2014. Passaram para 51% no primeiro trimestre de 2015 e chegaram a 52% no segundo trimestre.

Fonte: Mobile Report - Julho/15 - Nielsen IBOPE

Fonte: Mobile Report – Julho/15 – Nielsen IBOPE

Redes sociais, comunicação e bancos são os apps mais usados

A partir do total de usuários de smartphones apurado no segundo trimestre de 2015, a Nielsen Ibope realizou no mês de julho uma pesquisa para identificar quais os aplicativos campeões de uso entre os brasileiros.

As redes sociais e os aplicativos para comunicação continuaram predominando entre os apps mais populares. Entre os vinte aplicativos mais usados pelos 72,4 milhões de brasileiros conectados por smartphones, seis são de redes sociais ou de troca de mensagens, quatro são de bancos, três são de e-mail e dois são de mapas e localização.

Fonte: Mobile Report - Julho/15 - Nielsen IBOPE

Fonte: Mobile Report – Julho/15 – Nielsen IBOPE

Antes de dormir é o momento de maior uso do smartphone

A pesquisa Mobile Report também perguntou aos brasileiros quais as situações em que o smartphone é mais utilizado. Navegar na internet dentro do banheiro apareceu entre os momentos mais comuns. Um quinto dos usuários brasileiros de smartphones disse que faz isso. E praticamente a metade dos usuários disse que consulta o smartphone antes de dormir. Esse hábito é muito mais comum entre os adolescentes.

Enquanto na média de todos os usuários de smartphones conectados 48% olham o smartphone antes de deitar, entre os adolescentes esse hábito atinge 62%. Já o uso do smartphone no banheiro é maior na classe A.

Fonte: Mobile Report- Julho/15 - Nielsen IBOPE

Fonte: Mobile Report- Julho/15 – Nielsen IBOPE

Acesso à internet pelo computador continua acima de 100 milhões

O número de brasileiros que moram em domicílios com acesso a um computador com internet chegou a 96,1 milhões em julho de 2015, segundo a pesquisa NetView, da Nielsen IBOPE. Dessas pessoas com acesso domiciliar, 58,1 milhões usaram a internet no computador de casa pelo menos uma vez no mês.

Quando se considera todo o conjunto de pessoas com acesso ao computador com internet em casa ou no local de trabalho, o número é de 103,4 milhões. Dessas pessoas com acesso em domicílios ou no trabalho, 72,3 milhões foram usuárias ativas em julho, ou seja, usaram pelo menos uma vez no mês.

Evolução do número de pessoas com acesso ao computador com internet, usuários ativos e tempo médio online

Fonte: Mobile Report- Julho/15 - Nielsen IBOPE

Fonte: Mobile Report- Julho/15 – Nielsen IBOPE